Cirurgia

O dilema da doença carotídea assintomática

O dilema da doença carotídea assintomática

Por Dr. Rogério Abdo Neser – O manejo da doença carotídea extracraniana tem sido foco de interesse há mais de 50 anos, desde a introdução da endarterectomia de carótida (EC) para prevenção do acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI). Apesar do entusiasmo inicial, a EC não mudou a evolução do AVCI instalado, e somente no fim da década de 1960 foi estabelecido o papel da EC no tratamento do ataque isquêmico transitório (AIT) – os sintomas neurológicos decorrentes de fenômenos embólicos que revertem completamente em 24 horas. Com o passar dos anos, a técnica da EC foi ganhando refinamentos, e foram incluídos no rol dos candidatos à cirurgia pacientes assintomáticos, porém com estenoses carotídeas extracranianas graves.

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Recidiva da Obesidade Após a Cirurgia Bariátrica

Recidiva da Obesidade Após a Cirurgia Bariátrica

Por Dr. João Caetano Marchesini – Considerada, por muitos autores, a complicação tardia mais comum da cirurgia bariátrica, a recidiva da obesidade deve ser vista por uma ótica diferente da apresentada na literatura. Nos últimos anos, a fisiopatologia da obesidade tem se revelado cada vez mais complexa e os efeitos da cirurgia bariátrica sobre esta doença têm trazido à luz da ciência inúmeras e importantes frentes no papel de seu tratamento. Há duas décadas, cirurgiões acreditaram que tinham descoberto a cura da obesidade e, assim como uma colecistectomia ou apendicectomia, tudo havia se resolvido cirurgicamente, com as então modernas técnicas propostas. De lá para cá muito mudou.

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Fístulas Entéricas

Fístulas Entéricas

Deve-se observar e corrigir desidratação decorrente de alto fluxo de líquidos perdidos pelo trajeto, hiponatremia, hipocalemia e acidose metabólica. Nessa etapa, apesar de, em virtude dos altos débitos provenientes das fístulas, o uso de suporte nutricional parenteral muitas vezes ser mais atrativo, deve-se considerar que 20% do aporte calórico estimado por via enteral são suficientes para proteger a integridade da barreira mucosa, assim como os aspectos imunológicos e hormonais do intestino. Deve-se, portanto, ter sempre em mente a importância da utilização da via enteral ou da combinação do suporte enteral e parenteral associados.

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Abdome Aberto no Controle de Danos

Abdome Aberto no Controle de Danos

Inicialmente, os princípios cirúrgicos basearam-se em reparações anatômicas, visando a uma reparação orgânica primária e definitiva. Na última década, foi dada uma maior importância à correção dos problemas fisiológicos, levando ao conceito de cirurgia de controle de danos, com ênfase especial na necessidade da manutenção do abdome aberto (laparostomia ou peritoneostomia).


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