Infectologia

Qual a melhor técnica e local da lesão para coleta de amostras para o exame direto no diagnóstico da leishmaniose cutânea?

Qual a melhor técnica e local da lesão para coleta de amostras para o exame direto no diagnóstico da leishmaniose cutânea?

No Brasil, a leishmaniose cutânea (LC) é associada a sete espécies de Leishmania, sendo Leishmania (Viannia) braziliensis a espécie mais prevalente. A úlcera típica da LC costuma ser arredondada, indolor e medir até poucos centímetros.1

 

O diagnóstico de LC, sempre que possível, deve ser baseado no aspecto da lesão, em evidências epidemiológicas e em exames laboratoriais, considerando o diagnóstico diferencial com outras doenças.1-6

 

O exame histopatológico permite o dignóstico diferencial com outras doenças cutâneas. No entanto, apresenta baixa sensibilidade para visualização de formas amastigotas, além de necessitar da realização de biópsia da lesão e de colorações especiais para a visualização de micobactérias e fungos.4,7 Portanto, quando a conclusão diagnóstica se limitar ao aspecto histopatológico de infiltrado inflamatório crônico inespecífico ou granulomatoso, sem evidenciação de parasitas, o diagnóstico diferencial entre leishmaniose e outras doenças, como micoses, tuberculose, micobacterioses e outras infecções bacterianas, fica comprometido.

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Onde as crianças brincarão?

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Na década de 1960, o emblemático cantor e compositor americano Cat Stevens compôs a música Where do the children play?, em alusão às grandes mudanças da época e à repercussão destas nas vidas das crianças (“Well I think it's fine, building jumbo planes / Or taking a ride on a cosmic train... / We're changing day to day / But tell me, where do the children play?” – ou seja, podem construir aeronaves supersônicas ou cósmicas, mas onde as crianças brincarão?). Mal imaginava ele que quase 50 anos depois seu refrão retornaria tão atual durante a pandemia do novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19.

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Nos últimos meses, o número de reprodução da COVID-19 dominou a mídia com persistência. Esse conceito é utilizado por cientistas e tomadores de decisão para explicar e justificar políticas públicas de controle para a pandemia da COVID-19. Mas, para entender o número de reprodução de uma infecção específica, é preciso entender o modelo epidêmico que fundamentou seu cálculo.

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SBI informa que dexametasona reduz mortalidade nos pacientes com Covid-19

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A Universidade de Oxford acaba de publicar os resultados preliminares do estudo randomizado RECOVERY, que comparou dexametasona x grupo controle e demonstrou que a dose de 6mg de dexametasona por via oral ou por via endovenosa 1x/dia por 10 dias reduziu a mortalidade (em 28 dias) de 1/3 (33,3%) nos pacientes com Covid-19 em ventilação mecânica (VM).

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