Cardiologia

Soprando contra o vento

Soprando contra o vento

Por Dr. Pedro Ivo Moraes – Em 1985, o bioestatístico Richard Peto se reuniu com o experiente cardiologista Peter Sleight e uma equipe da Universidade de Oxford, na Inglaterra, para dar início à segunda etapa de um ambicioso projeto cujo objetivo era reduzir a mortalidade por infarto agudo do miocárdio (IAM). O estudo recebeu o nome de International Study of Infarct Survival – ISIS 2.

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Índice de pressão tornozelo-braquial por ultrassom Doppler na prática clínica

Índice de pressão tornozelo-braquial por ultrassom Doppler na prática clínica

Por Dr. Ronald Flumignan – O físico austríaco Johann Christian Andreas Doppler (1803-1853) observou as diferentes colorações assumidas por certas estrelas e questionou o motivo desse fenômeno. Em 1842, ele descobriu o efeito modificador da frequência de vibração causada pelo movimento relativo entre a fonte e o observador. O “efeito Doppler”, como se tornou conhecido, ainda é usado, por exemplo, em teorias científicas modernas para a origem do multiverso primitivo (Big Bang e the redshift) e também em radares, na navegação, no estudo do movimento das estrelas e na Medicina.

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Resultados do “mundo real” x resultados de ensaios clínicos randomizados na era endovascular

Resultados do “mundo real” x resultados de ensaios clínicos randomizados na era endovascular

Por Dr. Marcone Lima Sobreira – Nós, cirurgiões vasculares e endovasculares, há muito perseguimos os melhores resultados para nossos pacientes, sempre se utilizando das técnicas mais recentes e inovadoras divulgadas no meio científico. A cada dia surge um dispositivo novo e mais fantástico, com eficácia e segurança superiores aos seus predecessores. Entretanto, muitas das vezes não conseguimos replicar esses resultados em nossa prática diária, de modo que nos questionamos como podemos incorporar os novos guidelines de ensaios clínicos randomizados (ECR) na nossa prática clínica diária, e como ensinar a melhor prática clínica a profissionais menos experientes (durante a residência médica, por exemplo). A difusão do conhecimento de novas tecnologias tende a seduzir profissionais mais jovens, impulsionando-os a testar novos dispositivos, no afã de oferecer o melhor e mais moderno serviço para o seu paciente, mas muitas vezes esquecendo do custo agregado a esses novos tratamentos.

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Remodelagem autonômica e bases iônicas do eletrocardiograma do atleta

Remodelagem autonômica e bases iônicas do eletrocardiograma do atleta

Por Dr. Eduardo Barbosa – O eletrocardiograma do atleta mimetiza várias alterações encontradas em diversas cardiopatias fazendo com que, em um passado recente, tenham sido cometidas condutas equivocadas como a pressuposição da presença de cardiopatia e o afastamento de esportistas de suas atividades. Este artigo procura esclarecer os mecanismos pelos quais o exercício modifica a modulação autonômica sobre o coração e propor explicações, baseadas em mecanismos eletrofisiológicos, para o padrão eletrocardiográfico do atleta.

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